sábado, 29 de julho de 2017

Campanha Educativa 2017

 


Reprodução: 
Foto Luiz Cláudio Marigo


Tangará-dançador

(Chiroxiphia caudata)

Família Pipridae


Caracterização

Mede 13 cm, adicionando-se mais 2 cm ao prolongamento das retrizes medianas. O macho é um azul celeste e cauda pretas tendo, no alto da cabeça, uma coroa vermelha brilhante. Na cauda, as duas penas centrais projetam-se além das outras. A fêmea é verde escura, reconhecida por um ligeiro prolongamento da cauda. Os machos imaturos são totalmente verde-oliva, mas alguns jovens podem ser distinguidos das fêmeas devido ao vermelho na fronte, que adquirem antes da troca de plumagem do restante do corpo.

Habitat

Habita as matas densas. Vivem no estrato médio da mata. E também são encontrados à beira de núcleos urbanos do sudeste do país, o que contribui para a sua populariedade.

Distribuição

Pode ser encontrado na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. No Estado do Pará, mais precisamente no Nosdeste paraense há grande ocorrência dessa ave principalmente na região do alto rio marapanim.

 

Hábitos

Voam bem, mas usualmente não deixam a mata frondosa, alguns revelam-se verdadeiros acrobatas quando exibem-se nas cerimônias pré-nupciais; os movimentos tornam-se mais ligeiros nos machos, menores e mais leves na fêmea.
Pegam formigas para friccioná-las nas asas e na base da cauda, utilizam as formigas na higiene da plumagem, esfregando os insetos vivos nas asas para gozar o efeito do ácido fórmico, atividade que é tratada como "formicar-se".

Alimentação

Comem bagas, frutas, tiram pequenos pedaços. Apanham pequenos insetos, vermes e aranhas nas folhas.

Reprodução

No período de reprodução, os dançadores machos executam verdadeiras danças diante das fêmeas. Vários enfileiram-se num galho e exibem-se, um de cada vez, diante da fêmea. Depois de executarem o ritual, cada macho vai ao fim da fila e espera a sua vez para exibir-se novamente.
A fêmea tem o seu próprio território ao redor do ninho. Constroem uma cestinha rala que é fixada a uma forquilha, muitas vezes por negros micélios de fungos,  que podem prender o ninho como uma cortina, quebrando o seu contorno e mimetizando-o; utilizam teias de aranhas, em boa qualidade para colar o material da construção a qual muitas vezes está situada a uma altura relativamente grande, perto d'água e até sobre ela.
Põe dois ovos, são de fundo pardacendo com desenho pardo-escuro. A incubação é executada com dedicação pela mãe, é de 18 dias e os filhotes abandonam o ninho em 20 dias, quando começam  a se alimentar e a se defender sozinhos.

Manifestações sonoras

As suas manifestações sonoras cerimoniais é marcada com forte "drüwed". A musiquinha começa num "tiu-tiu", passa para um "trá-trá", com os tangarás voando, fazendo evoluções e pousando nos galhos um junto ao outro, depois que cada um termina a sua parte na dança, que costuma durar de quinze minutos a meia hora.  Após a dança, ou antes dela, o macho às vezes persegue uma fêmea, emitindo uma série de "trrrrs".
A espécie dispõe de um assobio de advertência: "dwüd", dwüod".

Denominação

O termo "tangará" deriva do tupi "ata" - andar, "carã" - em volta; seria equivalente ao "Saltarin" castelhano.

O nome do Grupo de Carimbó de Cristolândia: ‘Tangará da Serra’

O grupo recebe esse nome em homenagem a essa ave, pois há ocorrência da mesma em nossa comunidade. O nome foi  dado por Dona Vitalina, componente do grupo. E isso ocorreu no ano de 2011 não apenas pela belza de plumagem e do canto que a ave tem, mais também pela formação geológica que a comunidade de Cristolândia apresenta: composta de morros e pequenas serras, às margens do Rio Marapanim o que lhes propicia clima agradavel e aconchegante.  Assim também pensa o amigo carimbozeiro Izaac Loureiro:

 

“A Vila de Cristolândia é uma típica comunidade de agricultores, cercada de mata nativa e com um relevo cheio de colinas e pequenos montes que lhe dão um raro clima de montanha. Isso explica o nome escolhido para o grupo de carimbó local: O Tangará da Serra.” (Isaac Loureiro – Campanha do Carimbó 24/07/2014)

 

Bibliografia

 

Helmt Sick, 1988. "Ornitologia Brasileira". 
Marco Antonio de Andrade, 1997. "Aves Silvestres - Minas Gerais".



http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/ave/tangarad.html

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